Subimos ao Nacional – Távola é Campeã Regional do Norte

Quando no início da época 2011/2012 traçamos o nosso RUMO A 2012, isso significava, como nunca escondemos, subir aos escalões nacionais das competições de Ténis de Mesa.
Agora que o conseguimos poderá ficar a ideia de que foi fácil, que bastou querê-lo.
Mas não foi.

Vencer o campeonato distrital foi conseguido jornada a jornada: Cada jogo foi um passo mais e nada mais do que isso.

E houve contrariedades: A lesão do Vítor F, sobretudo podia ter quebrado o ânimo. Mas lá esteve o Vítor S no momento certo a brilhar contra o Atlântico. A derrota com o Paroquial (a única da época) podia ter feito soçobrar todo o esforço anterior, mas aguentamos firme até à última jornada.

E agora, na última competição conseguimos com todo o mérito o título de Campeões Regionais do Norte, vencendo todos os nossos adversários numa disputa que, mesmo assim, durou até à última jornada, porque se perdessemos o último jogo, poderíamos não subir.

É que o pior cenário desenhado no último post concretizou-se: O Chaves venceu o campismo, pelo que se o Bairro vencesse e a Távola perdesse com o Chaves ficaríamos de fora.
Havia que vencer, e vencemos!

O Carlos sempre, a liderar as Hostes, Nosso Capitão, na mesa e no banco, ou Nosso Condestável, como preferimos.
Mas também o Ferraz (nesta épica jornada fez provavelmente o jogo mais espectacular da vida dele ao ganhar 3-2 com 16-14 na negra), o Grão Mestre, o Paulo, o Hélder, o Agostinho, o Leandro, todos os pagens, quer os que estiveram lá (Nuno Pacheco, Gonçalo Ervim, Vasco), como todos os outros.

Esta vitória é nossa, de todos os Tavoleiros que o queiram.

Está criada a base de um grande clube de Ténis de Mesa?

Não sei, ainda nos falta muito para poder afirmar que a Távola não morrerá nunca.
Temos uma estrutura muito frágil e que precisa e precisará cada vez mais do contributo e disponibilidade de cada um de nós, do esforço, não apenas desportivo, para podermos ter a certeza de que a ideia da Távola permanecerá para além de nós.

Até agora conseguimos fazer da Távola alguma coisa, muito até, se virmos os apoios que (não) temos.
Mas o mais importante é que provamos que temos capacidade para fazer grandes coisas, e, ainda mais importantes, que gostamos de fazer grandes coisas.
Que essa capacidade de fazer e, sobretudo, de gostar, continue.

TÁVOLA CAMPEÃ!

É bom sentir isto.
Tomando-lhe o gosto, quando será a próxima vez?

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Está quase… Ou já está?

Realizou-se hoje, 26 de Maio, em S. João da Madeira, o primeiro dia da fase de qualificação nacional zona norte para acesso à 3ª divisão nacional.

Para já temos cumprido o nosso objectivo: ganhar o jogo que se segue. Até já ganhamos o jogo que se segue, uma vez que o A V Lamego, por ter tido falta de comparência nas 3 jornadas de sábado, foi desqualificado e já perdeu o jogo que ia jogar connosco Domingo de manhã. Melhor assim.

Quanto aos jogos disputados na mesa: Primeiro vencemos o Bairro da Misericórdia num jogo dificílimo, por 4-3. Depois jogamos com o campismo de S. João da Madeira e vencemos por 4-1, Agora só falta jogar com o Chaves, amanhã à tarde.
SE vencermos, fazemos o pleno e qualificamo-nos para lá de qualquer dúvida. Daí o título do post ser ESTÁ QUASE.
Mas diletantemente podemos começar a fazer contas para ver se matematicamente já nos qualificamos.

Ora o início do raciocínio tem de ser uma eventual derrota com o Chaves (uma vez que se vencermos estamos apurados de certeza).

Em tal cenário, o Chaves teria uma vitória, e como lhe falta jogar apenas outro jogo, com o Campismo. Nesse jogo, se vencesse, o Campismo ficaria de fora, pois só poderia vencer ao Bairro. Se perdesse com o Campismo, ficaria o Chaves de fora, porque só teria uma vitória.

Isto significa que em qualquer dos casos, uma destas equipas (Chaves ou Campismo) fica de fora.
Mas agora entra o Bairro da Misericórdia para baralhar as contas: É que inesperadamente, faltava lançar este dado, o Bairro venceu o Chaves por 4-3.

Se o Chaves vencer o Campismo e nos vencer a nós teria duas vitórias, como nós, e se o Bairro vencesse o Campismo ficaria também com duas vitórias: TODOS EMPATADOS. Menos o Campismo que ficaria arrumado, ganhasse ou perdesse com o Bairro.

Mas se o Campismo vencer o Chaves, nesse cenário quem fica arrumado é o Chaves e Bairro e campismo no jogo da última jornada, como não podem ganhar os dois, disputariam entre si, mas apenas o 2º lugar, uma vez que qualquer deles que ganhasse (e só ganha um), ficaria com duas vitórias (como nós), mas ambos perdem no confronto directo.

Assim só não estamos já qualificados se o Chaves vencer o Campismo, se o Bairro vencer o Campismo e se o Chaves vencer a Távola por mais de 4-3. Aí entram os resultados com o campismo, que vencemos por 4-1, o que teria de ser comparado com os resultados virtuais (porque dizem respeito a jogos ainda não disputados) do chaves e do Bairro com o campismo.

Quem não quiser matar a cabeça, não pense no assunto, durma sossegado e espere pelo fim da competição.

RESULTADOS DO DIA:
Jornada 1
Bairro 3 Távola 4
Chaves 4 Lamego 0
Jornada 2
Lamego 0 Bairro 4
Távola 4 Campismo 1
Jornada 3
Campismo 4 Lamego 0
Bairro 4 Chaves 3

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Calendário da Fase de Qualificação Nacional – Zona Norte

É já no próximo fim de semana, em S. João da Madeira.
Afinal são 5 equipas e é com esperança que aguardamos a chegada do fim de semana.

O calendário é este:
JORNADA 1 – Sábado 26 Maio – 10 horas
Bairro da Misericordia (Braga) ____ Távola de Castelões de Cepeda ____
CTM Chaves (Vila Real) _____ A. V. Lamego (Viseu) _____

JORNADA 2 – Sábado 26 Maio – 15 horas
A. V. Lamego (Viseu) _____ Bairro da Misericordia (Braga) ____
Távola de Castelões de Cepeda ____ Campismo S João Madeira (Aveiro) _____

JORNADA 3 – Sábado 26 Maio – 18,30 horas
Campismo S João Madeira (Aveiro) _____ A. V. Lamego (Viseu) _____
Bairro da Misericordia (Braga) ____ CTM Chaves (Vila Real) _____

JORNADA 4 – Domingo 27 Maio – 10,00 horas
CTM Chaves (Vila Real) _____ Campismo S João Madeira (Aveiro) _____
A. V. Lamego (Viseu) _____ Távola de Castelões de Cepeda ____

JORNADA 5 – Domingo 27 Maio – 15,00 horas
Távola de Castelões de Cepeda ____ CTM Chaves (Vila Real) _____
Campismo S João Madeira (Aveiro) _____ Bairro da Misericordia (Braga) ____

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E a preparação para a Fase de Qualificação continua

Nunca escondemos que o grande objectivo de 2012 era subir aos escalões nacionais.
E acreditamos que isso não nos cairá do céu sem fazermos nada por isso, por isso temo-nos preparado muito seriamente.
Mas talvez até caísse porque a geografia do Ténis de mesa Português é muito curiosa: Define-se pela latitude ou por GPS, quem sabe.
É que na 3ª divisão nacional há 5 zonas.
A do sul (Zona E), com equipas do Algarve até Setubal, com o Alentejo
A do centro Sul (Zona D) com equipas de Lisboa e equipas das ilhas.
A do Centro (Zona C) com equipas de Leiria, Coimbra e Aveiro.
A do Centro Norte (Zona B) com equipas de Aveiro e Porto
A do Norte (Zona A) com equipas de Viana do Castelo, Braga, Trás os Montes e … Porto.
Na época anterior nós não caberíamos: a equipa mais a norte da Zona B era o Valongo, a mais a sul da Zona A era o Guilhabreu de Vila do Conde.
Nós ficaríamos a meio, e não fica fácil encaixar-nos, e neste momento tudo parece complicado: O Benfica A não subiu à primeira divisão pelo que o Benfica B não sobe à 2ª, por isso pode o Realidade (Matosinhos) não descer.
Ou será que o Vila Real se manterá na 3ª Divisão?
E quais serão as duas equipas que subirão? Lamego ou Braga? Nós? Campismo São João da Madeira? Todos, se, com a crise, algumas equipas dos nacionais desistirem?
Neste caso cairíamos do Céu na 3ª nacional, só não saberíamos onde.
Bem, mas isto são conjecturas e do que nós gostamos é de certezas, por isso, seja qual for o lugar que nos esteja reservado, o que estamos a fazer, com muita seriedade, é merecer esse lugar por direito próprio.
Por isso os treinos decorrem com total disponibilidade e empenho e os jogos de preparação estão a correr bem: Contra o Paroquial vencemos por 6-1, ou 6-2, ou 6-3, ou 6-4, depende das versões e de quem as conta.
Contra o Valongo empatamos 1-1, ou vencemos 6-4 também dependendo da perspectiva de quem faz a história.
Resta o Viso, na próxima semana, e o resultado também é uma incógnita.
Certeza é que não só a equipa A se prepara e os TaBoleiros foram a Viseu ao Torneio do Cardes e não deixaram os seus méritos por mãos alheias .. nem as Taças.
Vejam as nossas mãos no dia 13 de Maio de 2012, encheram-se de Taças!
Os Tavoleiros da equipa A que se atemorizem.
Até porque chegou à nossa redacção, via wikileaks, o rumor de que o Grão Mestre está a olhar pelo futuro da Távola.
Será um futuro muito próximo? Quiçá, a fase de qualificação nacional?
A confirmá-lo, paralelamente, soubemos de fonte segura que há, além dos Tavoleiros que jogaram pelos séniores durante a época regular mais dois candidatos habilitados clinicamente a um lugar na equipa e que estão dispostos a lutar por ele.
Será algum dos que o Grão Mestre foi apanhado pelos nosso espiões a angariar?
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Contagem Decrescente

Hoje, 5 de Maio faltam 21 dias para dia 26.
Estão a ver o simbolismo?
Não? Então inventemos um: 21 é 12 ao contrário.
O que é que isso significa? Nada, mas hoje, pelos vistos, a imaginação não dá para mais.
Por isso Tavoleiros, para continuar a acompanhar a actividade da Távola podem ir ao post anterior que está a seguir a este (adoramos estas frases de aparente non sense), de onde salientamos:
Treinos e mais Treinos. E alguns jogos.
O treino é a base de tudo que há de bom e de mau (que o diga o Grão Mestre no seu grave processo de Helderização).
E nos treinos está a germinar uma rara espécie de mui difícil gestação: Uma Tavoleira!!!
Já de outras vezes tentamos mas não pegaram de raiz, embora acreditemos que estão simplesmente em hibernação e que voltarão quando outras flores do mesmo género tiverem germinado.
A MÁRCIA é a nossa mais recente esperança. E, ou muito nos enganamos, dali vai sair jogadora.
Que não seja a excepção que confirma a regra.
Amanhã só faltarão 20 dias …
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Próxima Agenda

16/Abril – 2ª Feira – 18 horas – Treino Cadetes

17/Abril – 3ª Feira – 18,30 horas – Treino para Jogadores defensivos

18/Abril – 4ª Feira – 18 horas – Treino Iniciados

18/Abril – 4ª Feira – 21,30 horas – Treino Séniores – Treino especial 1: Rumo ao Nacional

20/Abril – 6ª feira – 18 horas – Treino especial cadetes seleccionados para o campeonato nacional equipas

21-22/Abril/2012 – Campeonato Nacional de equipas cadetes

23/Abril – 2ª Feira – 18 horas – Treino Cadetes

24/Abril – 3ª Feira – 18,30 horas – Treino para Jogadores defensivos

25/Abril – 4ª Feira – 10 horas – Torneio da Liberdade para quem aparecer

25/Abril – 4ª Feira – 18 horas – Treino Iniciados

25/Abril – 4ª Feira – 21,30 horas – Treino Séniores – Treino especial 2: Rumo ao Nacional

27/Abril – 6ª Feira – 2ª jornada: Taça ATM Porto – Távola Vs Novelense

28/Abril – Torneio Lourosa – cadetes

28/Abril - 1º Jogo Preparação Qualificação nacional – Távola Vs Paroquial

30/Abril – 2ª Feira – 18 horas – Treino Cadetes

1/Maio – Feriado - Treino às 10 horas ou às 17 horas conforme o que preferirem

2/Maio – 4ª Feira – 18 horas – Treino Iniciados

2/Maio – 4ª Feira – 21,30 horas – Treino Séniores – Treino especial 3: Rumo ao Nacional

4/Maio  – 6ª Feira – 3ª jornada: Taça ATM Porto – Távola Vs Órfeão Valadares

5/Maio – Treino Normal do sábado de manhã – 10 horas – para todos

7/Maio – 2ª Feira – 18 horas – Treino Cadetes

8/Maio – 3ª feira – Treino às 18,30 horas – jogadores defensivos

9/Maio – 4ª Feira – 18 horas – Treino Iniciados

9/Maio – 4ª Feira – 21,30 horas – Treino Séniores – Treino especial 4: Rumo ao Nacional

11/Maio – 2º Jogo Preparação Qualificação nacional – Távola Vs Núcleo Valongo

12/Maio – Treino Normal do sábado de manhã – 10 horas – para todos

14/Maio – 2ª Feira – 18 horas – Treino Cadetes

15/Maio – 3ª feira – Treino às 18,30 horas – jogadores defensivos

16/Maio – 4ª Feira – 18 horas – Treino Iniciados

16/Maio – 4ª Feira – 21,30 horas – Treino Séniores – Treino especial 5: Rumo ao Nacional

18/Maio – 3º Jogo Preparação Qualificação nacional – Távola Vs Viso

19/Maio – Treino Normal do sábado de manhã – 10 horas – para todos

21/Maio – 2ª Feira – 18 horas – Treino Cadetes

22/Maio – 3ª feira – Treino às 18,30 horas – jogadores defensivos

23/Maio – 4ª Feira – 18 horas – Treino Iniciados

23/Maio – 4ª Feira – 21,30 horas – Treino Séniores – Treino especial 6: Rumo ao Nacional

26-27 MAIO – FASE DE QUALIFICAÇÃO NACIONAL

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Ecos de Conspiração

Foi realizada uma conspiração em 23/03/2012, 6ª feira, yeah! Depois de suar uma semana inteira, yeah! Será que temos um tostão? E o nosso emprego é bom? Bom? Bom?

Mais uma vez a conspiração foi primada por ausências, sendo certo que tal foi compensado pela imensa qualidade dos que estiveram presentes que, pelo menos, além do mais, tiveram a absoluta oportunidade de, uma forma justa, cortar na casaca de alguns dos que faltaram.

A pedra de toque da conspiração foi, precisamente, a dimensão da Távola não poder ser reduzida aos jogos que faz ou às competições em que participa.

Nessa dimensão exclusiva só poderia estar o Carlos, o nosso Condestável.

Os jogos e competições são algo de individualmente satisfatório e divertido, mas há que perceber que por trás disso tem de haver uma organização sólida, uma estrutura sustentável, e sobretudo, aberta e atractiva para quem quer que apareça do exterior, sob pena de, se nos fecharmos em nós mesmos, a Távola acabará por mirrar e inevitavelmente, morrer.

Há que perceber os papéis que a cada um cabe, e que tem de assumir, quer por exigência própria, quer por expectativa dos outros, e cada um tem de os desempenhar e os cumprir, não só para não dar o flanco às críticas dos outros mas também para dar o exemplo de cada um para emulação de outros, principalmente daqueles que estão em formação e a aprender lições para a sua própria vida adulta.

Dar-lhes como exemplo a não assunção e cumprimento de compromissos, é exactamente o inverso do que deve ser, bem como não é lição que se dê a pretensão de usufruir de benefícios sem que se assuma e cumpra as obrigações correspondentes.

É certo que todos nós temos menos propensão para exigir do que para ser exigidos; Todos gostamos mais de receber do que de dar; Mas há que perceber e, principalmente com o nosso exemplo, transmitir e demonstrar que estas atitudes são duas faces de uma mesma moeda, e esta moeda é o preço que temos de pagar para erguer bem alto e de forma orgulhosa a nossa própria face.

Como dirão os nossos jovens: Que moralista!

Passemos então à reunião e a todas as dimensões abordadas:

1º Dimensão Camarária

Fomos convidados para uma cerimónia (adoramos cerimónias!) relacionada com o protocolo para a época 2011/2012 (isso, a que está agora a acabar) na 2ª feira, 26/03/2012. Não sabemos se é para sua apresentação ou já para o assinar, mas se for para isto, como não o conhecemos, aguardamos a ocasião com a ansiedade da jovem e pura virgem que na noite de núpcias não conhece o noivo, e que sonhando-o muito poderoso, quiçá, ficará desiludida.

2.º Dimensão de participação dos Tavoleiros na vida da Távola

Jorge Amado é autor da obra “Ninguém escreve ao coronel” (se em posts houvesse notas de rodapé, aqui citar-se-ia Jean Baudrillard – simulacros e simulação).

Alguém um dia escreverá “Ninguém responde ao Grão Mestre”

Por isso fica dito: Não vale a pena dizerem ao Grão Mestre: “eu não sabia”; “eu não vi”, nem perguntar: “Quando foi isso”; “em que mail veio; “Era preciso responder?”; “Chamas-te-me?”.

A vossa atenção depende da participação e interesse de cada um.

Eu sou Vosso Grão Mestre, não sou vosso Pai. Pelo menos de alguns.

Por isso está no site, nos mails ou está no placard. Interessem-se, habituem-se a ler e a responder. Quem não o fizer, perde a carruagem, mas não se queixe por isso.

Cada um é responsável pela própria motivação e participação. Cada um é responsável para ser exigente consigo próprio, não espere que a exigência venha de fora.

É claro que lamentamos que quando cada um não consiga ter esta exigência pessoal, não é apenas o próprio que perde, mas toda a Távola, mas penso que não nos cabe ter esse papel de intromissão na auto-disponibilidade de cada um na definição dos seus objectivos no ténis de mesa e na sua própria vida.

3º Dimensão Social da Távola

A Távola é Ténis de mesa.

O Ténis de mesa pode ser muito mais do que o tempo que cada um de nós utiliza a jogar com a raquete na mão.

Há uma instituição de apoio a deficientes em Paredes, junto aos Bombeiros, que é o Emaús, que funciona no edifício da antiga cadeia. Lá existe uma mesa.

Pediram-nos para ajudar, dispondo do nosso tempo para os cativar, ensinar, desenvolver, entreter, entusiasmar (etc) para o ténis de mesa.

Conhecemos mais nobre objectivo do que dispor de nós próprios a favor destes outros de uma forma absolutamente generosa, gratuita e voluntária?

Voltaremos a este tema durante as férias da Páscoa.

4º Dimensão da fase de Qualificação Nacional

Por ser um momento simbólico e histórico faz sentido para nós que a fase da qualificação seja feita no Concelho de Paredes.

Já nos candidatamos mas ainda não há resposta da Federação.

5º Dimensão da participação em torneios

Quanto a Torneios individuais até ao de Lourosa já estamos inscritos (ou não) e já acabaram novas inscrições.

Restam as competições por equipas de cadetes e iniciados, o torneio ATMP e as competições de veteranos.

Quanto à equipa de cadetes, os critérios de selecção foram escolhidos e serão enviados aos 5 eventuais interessados. Quanto à equipa de iniciados, tem de se ver até 6 de Abril se estes se aplicam mais nos treinos para avaliar se há interesse em irmos.

Quanto a veteranos, nem se falou deles por falta de quorum.

6º Dimensão da equipa para a competição “Taça ATMP”

O calendário desta competição foi para nós uma desilusão: Na fase inicial apenas há 3 jornadas: 30 Março, 27 abril e 4 maio. Depois a fase final é em 26/27 maio, data da fase de qualificação nacional.

Para a 1ª jornada, foi combinado que entre os Tavoleiros presentes que se mostraram interessados em participar (foram 4) será feita uma competição na 4ª feira à noite para disputar os 3 lugares disponíveis.

Para as outras jornadas logo se verá.

7º Dimensão dos treinos até ao fim da época

Sem prejuízo do treino específico da equipa A com vista ao apuramento na fase de qualificação nacional.

Os treinos “seniores” continuam na 4ª feira à noite.

Os treinos jovens nas férias da Páscoa serão alargados, e não estão totalmente pré-determinados em função de haver muito tempo livre dos nossos jovens que se tiverem vontade, ficam a depender do seu espírito de iniciativa e autonomia da vontade.

Para já ficou marcado começarem, pelo menos, às 18 horas, os de 2ª feira, 26, 4ª feira, 28, 5ª feira, 29 e sábado de manhã, 31.

Para a semana seguinte vai-se marcando.

8º Dimensão dos fatos de treino

A hipótese de patrocínio para fazer uma larga quantidade parece esfumar-se.

Por isso vamos ver se o preço conseguido (21,00 € por unidade) se manterá e depois, cada interessado que queira um suportará o gasto individualmente.

 

Encerramos a conspiração voltando ao moralismo, tendo olhado para uma bola de cristal a ver o futuro.

E o que se perspectiva é a necessidade de haver maior participação, responsabilização e exigência.

Cabe aos Tavoleiros mais velhos dar o exemplo e cumprir com o que prometem (se o prometem) no início da época: participar na vida da Távola, principalmente assumindo os treinos a que se vinculam.

Isto tem duas vertentes importantes:

1º Não defraudam expectativas e dão o necessário aspecto de competência ao exterior para atrair e fixar pessoas.

2º Não dão exemplo de desleixo aos mais jovens, já de si propensos a não ter grande fixação na motivação quanto a objectivos fixos e disciplinados.

Todos nós temos a nossa vida pessoal, familiar e profissional e nenhum de nós abdicará dela em prol da Távola.

O que não é justo é que, havendo expectativas e distribuição iniciais de tempos e tarefas, quando uns falham, sem justificação especial, para que tudo continue a funcionar, fica tudo a sobrar para os outros, quase sempre os mesmos.

A lógica de um clube com a necessária estrutura pessoal sustentadora e basilar não é o nosso, por isso não podem uns funcionar com base nesse modelo e os outros funcionar com um perpétuo espírito de tapa fogos.

É que, depois, os benefícios são distribuídos igualmente, sem que as tarefas mais onerosas, desgastantes e sacrificantes o sejam.

Se não houver uma voluntária participação no cumprimento das tarefas mais aborrecidas, mas absolutamente necessárias à sobrevivência do clube, quem as cumpre de uma forma natural, tem de cobrar o preço a isso associado, sem que haja legitimidade para os outros reagirem de forma desconfortável e desagradável, perfeitamente evitável, se de uma forma natural e espontânea cada um desse à Távola o mínimo do que de si se espera.

E ninguém precisa de ficar preocupado: Se cada um desse de si o pouco que de si se espera (e porque pouco é suficiente) ninguém seria obrigado a dar aquilo que ultrapassa a sua capacidade de resposta, como agora acontece, sacrificando-se a um ponto que não seria necessário se os outros tivessem feito o pouco que lhes cabia e que para estes nem sequer, na verdade, seria um real sacrifício.

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