O dia 9 de maio de 2015 d.C. começou bem cedo para os atletas do Távola e para o grão-mestre que fez questão de nos transportar como é habito para o campo de batalha e de ser o nosso comandante nos time-outs e fins de jogo mais complicados. Quando chegamos ao destino o grão-mestre fez logo outra viagem para encontrar provisões pois é preciso uma barriga cheia para aplicarmos o que aprendemos com os nossos mestres nos treinos.
Em Condeixa fomos recebidos com uma ameaça pois estava uma mesa de aquecimento na parte de fora do pavilhão e um senhor da casa dirigiu-nos a palavra e disse : “É melhor não aquecerem aqui pois não há ‘paredes’ que vos salvem”.
A manhã correu de feição para a maior parte dos tavoleiros, pois 2/3 destes passaram à fase seguinte. Ao meio dia fomos encher o papo ao restaurante “doçarias” (Nota da Censura: ou seria “Lambarices”?), em Ega, na “semana do cabrito” que estava a acontecer no Concelho de Condeixa, concorria com outros restaurantes para ganhar o “cabrito de ouro” um prémio que vai para o que agradar a mais glutões. Ao que comemos, não nos admirávamos se ganhassem o troféu. No fim do manjar jogamos uma suecada que acabou com um resultado ferozmente desequilibrado devido à falta de trunfos da parte de uns e à sabedoria do grão-mestre também neste desporto de mesa.
A fase final de tarde, já com o cabrito no bucho, não correu tão bem, tendo um tavoleiro perdido à primeira eliminatória e outro logo a seguir, mas cada derrota é uma lição, e cada lição é uma cicatriz que nos lembra os nossos erros e que nos ajuda a não cometer outros iguais.
No regresso ao nosso meio de transporte, o grão-mestre perguntou delicadamente aos pagens se queriam ir para casa ou se queriam muito visitar o nosso tavoleiro ausente em Coimbra a estudar (Nota da censura: Não será exagero o uso desta palavra?). O voto dos pagens foi unânime: Ir para casa diretamente.
Assim, o Grão mestre, democraticamente, decidiu ir a Coimbra, para mostrar quem manda.
Em plena queima das fitas, apesar de ainda ser madrugada (cerca das 18 horas), encontramos o nosso tavoleiro acordado. Tinha perdido um pouco de peso devido ao seu pente zero que uma trupe lhe aplicou quando o encontraram uma noite destas a estudar fora de horas.
Todos juntos, andamos pela alta Coimbrã por ruas estreitas e infindáveis e fomos a um café junto às escadas de Quebra Costas, onde o respetivo dono se gabava de ter aprendido a fazer as suas francesinhas com uma Paredense num estabelecimento perto do estádio das laranjeiras. Logo lhe prometemos que um dia nós voltaríamos lá e provaríamos se era verdade ou não.
No caminho para casa, deixamos o tavoleiro ausente no estádio dos estudantes para ver o jogo de futebol da Académica com o Belenenses e partimos. O caminho de volta seria silencioso devido à sonolência de uns e ao silêncio de outros se o grão-mestre não tivesse posto música.
Quando chegamos ao destino, em Paredes, cada tavoleiro seguiu o seu caminho.
Texto escrito por José Pereira (filho) 😉













