A Távola arrasta multidões!

Esta semana e meia, por muitos doze mil anos que dure a Távola, dificilmente será esquecida: 4 jogos para o campeonato, 4 vitórias, 12 pontos e a subida vertiginosa do 8º para o 3º lugar a escassos 2 pontos dos primeiros.

Pelo meio terão havido duas derrotas para a Taça, mas dessas não rezará a História.

Se das vitórias sobre o Paroquial e sobre o Lousada já falamos anteriormente, falta falar das outras.

Agora jogamos contra o Sobrão na 6ª feira, 14 de Janeiro e fizemos o jogo que tínhamos em atraso com o Guilhabreu no dia seguinte e vencemos ambos por 4-0.

E o mérito das vitórias deve ser atribuído aos nossos adeptos que nos acompanharam (uma verdadeira multidão para os padrões do Ténis de mesa – e até ao João que só não foi, certamente, porque já não caberia) que apoiaram de forma vibrante entusiástica a nossa equipa e deram outro calor à nossa vitória.

 

Vitória  que, sobre o Sobrão, foi bastante difícil, tendo o Amândio obrigado o Ferraz a trabalho suplementar e extraordinário, numa partida que teve emoção até ao fim, e que o Ferraz venceu no 5º jogo, por 15-13, beneficiando de um bolar falhado pelo adversário no derradeiro ponto.

Foi tangencial, mas a estrelinha de campeão desta vez sorriu-lhe.

Depois o Carlos não teve dificuldades em vencer o Paulo Martins, até porque este estava meio lesionado, mas também ninguém o manda meter-se em desportos perigosos.

Em seguida, foi a prestação do Grão Mestre contra o Gilberto Silva que desta vez foi memorável (como a do Carlos contra o Paroquial) e também fez uma jogada para mais tarde recordar: Após um rally de bolas de ataque do Gilberto, defendeu com um passo de dança em rotação completa um “puchanço” para a sua esquerda, depois, a agilidade e graciosidade que se lhe reconhece permitiu-lhe ir buscar um amorti quase ao chão e, finalmente, quando tudo quase parecia perdido, teve rapidez, instinto, engenho e arte de, arrancando do extremo posterior da sala em direcção à mesa, espetar um poderoso e fulgurante ataque de esquerda que deixou o Gilberto pregado ao chão e a multidão de adeptos de entusiásticos Tavoleiros, empolgada, a aplaudir o Grão-Mestre de pé, quase ou mesmo invadindo o recinto de jogo, a cantar e a pular em alegria.

Bem, o entusiasmo até pode não ter sido assim tão grande, mas que foi um ponto enorme, que encheu a sala, foi.

Pior foi, ainda antes de no jogo de pares o Carlos lhe ter espetado a raquete na camada adiposa artificial que o Grão Mestre usa como protecção na barriga, ter sofrido uma gravíssima lesão, segundo o raio X a que logo ali e num ápice foi submetido precisamente mais ou menos a meio da clavícula entre a segunda e a terceira costela do lado esquerdo da parte da frente, o que implicou que, apesar da rápida assistência médica, via telepática, que logo aconteceu e das palavras de apoio e incentivo recebidas e que agradeceu (do género, “não inventes”), ter acabado, e vencido, o jogo em grande sacrifício físico, mas com o denodo e coragem de que só um Tavoleiro, ainda por cima Grão Mestre, é capaz.

Mas do que não há dúvidas é quanto à simpatia da malta do Sobrão, com quem, seja qual for o resultado, é sempre agradável estar, sendo os seus troféus uma grande inspiração colectiva para a Távola, e individual para o Grão Mestre e qualquer dia não nos espantemos se virmos a fotografia dele pendurada na parede, se bem que a ele teremos de lhe pintar um bigode mais imponente.

Com tudo isto, a presença do Grão Mestre ficou em dúvida para o dia seguinte, daí que o Hélder Nunes à cautela ficou de plantão para o que desse e viesse.

Mas não foi necessária e na tarde de Sábado fomos a Guilhabreu e foi um jogo sem história.

A ponto de, para não ficar sem dizer nada darmos importância aos esforços do Ferraz em juntar o Ballet ao Ténis de Mesa.

 

De registar apenas a presença, mais uma vez maciça, e desta vez ternamente linda, do nosso público, que entusiasticamente nos apoiou, embora com um fraquinho, natural, pelo Carlos.

 

E, também, a presença do grande árbitro Paredense Serafim Mendes que, é sempre bom recordar, também esteve presente no 1º jogo oficial da Távola, em Novembro de 2009, em que também obtivemos uma vitória.

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Sobre Távola

Clube de Ténis de Mesa
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