Uma calma semana

Pois é, podemos viver um fim de semana sem uma jornada da 1ª Divisão Distrital do Porto de Ténis de Mesa?

Podemos. Mas não é a mesma coisa.

Depois da frenética primeira quinzena de Janeiro, o adiamento do jogo com as meninas do Campo deu-nos a todos um sentimento de vazio, as nossas mulheres já desabituadas de nos ver em casa à 6ª feira à noite, olharam-nos de lado a perguntar-se o que justificava a nossa atitude de quietude de quem não tem algo de significativo para fazer.

Restou-nos ver os resultados dos outros e aí, também não aconteceu nada de surpreendente.

Como a malta de Santo Tirso disse, o Dramático em casa sempre tinha ganho e por isso eles próprios ficariam surpreendidos se tal não acontecesse. Também o Estrela de Bonfim não surpreendeu o Senhora do Ó como fez na primeira volta. O Sobrão para não correr o risco de surpreender até só levou dois jogadores ao Paroquial. O Lousada também não jogou esta 6ª feira o que não é minimamente uma surpresa.

Assim, para afastar o tédio do fim de semana, só os treinos entre nós e o jogo dos Pagens com o Sobrão no sábado de tarde, dia 29.

E os nossos rapazes safaram-se bem, apesar da boa réplica dos jovens do Sobrão que, diga-se, têm alguma maior experiência que os nossos porque, pelo menos alguns deles,  estão a jogar no campeonato da 2ª divisão pela equipa B.

O sistema de jogo foi o sistema Português em que jogam 4 jogadores contra 4 adversários e que possibilita que no fim exista um empate a 4-4 bem como, naturalmente, uma vitória por 8-0. Mas mais importante do que o resultado garante que cada um dos jogadores dispute asseguradamente 2 jogos.

O Vasco Filipe não foi porque de manhã teve uma lesão cerebral fulminante (um daqueles apagões repentinos que lhe são habituais em que ele deixa de pensar e começa a vociferar e a rebentar tudo que lhe aparece à frente). Vai daí (injustamente na opinião dele) levou um processo disciplinar sumaríssimo e foi irradiado do treino de qualificação e, consequentemente, do jogo da tarde.

Quem ficou contente foi o Hélder Henriques porque aproveitou a vaga para fazer a sua estreia. E não se saiu muito mal apesar do nítido nervosismo com que enfrentou as partidas. Perdeu mas portou-se bem, principalmente no segundo jogo em que esteve muito mais desinibido e, inclusivé, ganhou um set e até podia ter ganho mais.

O Nuno Pacheco ganhou os dois jogos mas teve que ser picado no segundo como se costuma fazer aos bois e só no último jogo é que acordou. A gente bem lhe diz que não se pode jogar apenas Q.B.. Mas ele…

O Nuno Ferreira teve um desempenho magnífico e surpreendente. Dominou completamente os adversários (e a si próprio, o que às vezes é o mais difícil) e a estalada de direita dele está a tornar-se uma arma temível.

O Gonçalo Ervim esteve melhor no primeiro que no segundo jogo. Enquanto o primeiro venceu por 3-0, no segundo acusou a pressão e quase que perdia pois teve de ir à negra (3-2) para ultrapassar o adversário. Neste jogo padeceu do pior defeito que nos pode envolver: Acusar os outros de terem culpa no nosso insucesso, quando essa culpa a maior parte das vezes está na nossa falta de lucidez, de raciocínio, de inteligência e de clarividência.

Os nossos pagens têm que aprender que os mais velhos estão ali para os ajudar e não para criticar e por isso devem dar-nos ouvidos e aprender que os outros não podem ser escapatórias para os falhanços.

Bem, Bem, como é seu apanágio, esteve o nosso Grão Mestre porque para registar este momento para a História da Távola desta vez não levou a máquina fotográfica sem pilhas como é costume. Desta vez do que se ele esqueceu foi do cartão de memória, pelo que para a posteridade em termos de fotografias só ficaram 3 míseras fotografias que pelos vistos cabiam na memória própria da máquina.

Vá lá que se levou a máquina de filmar, ainda havendo esperança de não ser um filme à Afonso ou, ainda pior, o inolvidável sucesso de Filma-Pés do Paulo Pacheco em Grijó no ano passado.

Em resumo, ganhamos 6-2 e para 19 de Fevereiro já está marcada a desforra desta vez na nossa sala.

Posto isto, vamos então preparar-nos para o próximo fim de semana que promete ser interessantíssimo.

Por um lado os séniores na 6º feira vão ter a deslocação ao Dramático que vai em primeiro lugar isolado e quer subir de divisão.

Mas, sobretudo, o AFONSO e o ANDRÉ vão estrear-se em provas oficiais no Domingo 6 de Fevereiro no Campeonato Distrital de Iniciados em Guilhabreu, Vila do Conde.

Dá gosto ver a importância que este facto está a ter para eles em comparação com a quase indiferença e falta de empenho com que os pagens mais velhos encaram os treinos e os próprios jogos.

Acreditem ou não já estão a preparar os sacos de atleta em que nada falta desde a toalha ao equipamento de substituição.

Só de pensar que os mais velhos se esquecem da camisola, da raquete…

Que seja um dia marcante na vida tenis-mesística deles, PORQUE ELES MERECEM!

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Clube de Ténis de Mesa
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