Demasiados jogos adiados

No fim da 14ª jornada há, nada mais, nada menos, 8 jogos adiados.

Ou seja, efectivamente ainda nem se realizaram doze jornadas e meia.

Na prática fica adulterado o Princípio (se não for jurídico é, pelo menos, desportivo) do Calendário Natural.

Quer se queira, quer não, o simples alterar das datas vai alterar a sequência natural de jogos e, provavelmente, os resultados que noutras circunstâncias ocorreriam.

Por exemplo, o Paroquial ia jogar com o Dramático na 6ª feira. Sabia que se não vencesse o jogo, não teria hipóteses de ficar em primeiro lugar. Pelo que se porventura tivesse perdido na 6ª feira, já iriam jogar desanimados connosco na próxima 6ª feira e não teriam a mesma força anímica nesse jogo.

Mas não jogaram.

E, assim, inverteu-se a ordem natural do calendário: Jogam primeiro connosco, e depois, se perderem, com que ânimo irão jogar com o Dramático?

O ânimo exigível a quem na semana anterior perdeu as hipóteses de ficar em 1º lugar.

Jogarão com Brio e Honra, sem dúvida. Porque os conhecemos, sabemos que darão o litro para vencer. Mas o ânimo será sempre diferente e a falta de um propósito significativo faz toda a diferença.

Em resumo: Os adiamentos quase sem critério não dignificam o campeonato pelo que internamente na Távola vamos discutir quais os critérios elegíveis e correctos para haver (aceitar ou propor) alteração das datas dos jogos.

Primeiro que tudo, serão sempre preferíveis antecipações a adiamentos.

Depois, estamos abertos a todas as opções possíveis: Desde a posição de oposição por princípio a alterações, como acontece com o Estrela do Bonfim. Posição que é absolutamente legítima e coerente: Se na data marcada não têm os jogadores melhores, jogam os outros, assumindo os prejuízos inerentes nos resultados que de outra forma certamente obteriam.

Sendo também aceitável a posição do Lousada, tentando pré-definir no início do campeonato a sua pretensão de alterar todos os seus jogos para a 4ª feira anterior à data do jogo.

Todas as outras alterações têm de obedecer a um critério (se não formal, pelo menos, no nosso caso, informal como condição de aceitação de pedidos de alteração e como requisito de pedidos de alteração formulados por nós) ou ser mesmo casos de força maior, como aconteceu com a impossibilidade do Pavilhão no jogo marcado com o Guilhabreu-C.

Deste modo além do Sobrão (que também sempre cumpre o calendário mesmo quando é obrigado a jogar com 2 atletas – ver jogo com o Paroquial) só a Távola e o Estrela do Bonfim é que têm 14 jogos à 14ª jornada.

Precisamente porque jogamos um contra o outro na 6ª feira passada tendo-nos sorrido a felicidade do resultado ao vencermos por 4-1.

O Grão-Mestre que o diga no seu jogo com o João Pedro que venceu na negra com uma bola de sorte na esquina.

Acontece … é o Destino que não está nas nossas mãos (nem nas nossas raquetes).

O que estava nas nossas mãos foi a realização no sábado, 19 de Fevereiro, de um jogo treino de 5 dos nossos pagens contra 5 dos jovens do Sobrão, que conseguimos vencer após intensa luta por 13-12.

Em tão renhida vitória destaque para o Nuno Pacheco que venceu 5 jogos e para o José Pereira que, ultrapassando largamente as expectativas, venceu 3 jogos. O Ervim com 3 vitórias e o Hélder Henriques com 2 vitórias completaram os nossos triunfos. O Bruno não conseguiu vencer nenhum jogo mas bateu-se muito bem contra adversários que tinham o dobro do tamanho dele, o que, mesmo no ténis de mesa, ainda tem algum significado.

Do lado do Sobrão estiveram o Salvador (4 vitórias), o Carlos (4 vitórias), o José António (2 vitórias), o Rui (1 vitória) e o Nuno Santos (1 vitória).

O Nuno Ferreira e o Vasco Filipe preferiram ir levar porrada noutra modalidade a contribuir para a Távola e para si próprios. São opções, pessoais, que a Távola, na infinita magnanimidade da sua Irmandade, tolera, sem deixar de lhes afirmar que, falhando agora aos nossos compromissos, depois não podem vir desculpar-se com falta de motivação ou com falta de iniciativas da nossa parte.

Recordando a letra da “Távola que Sou!”: Tudo o que eu te dou, tu me dás a mim…

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Sobre Távola

Clube de Ténis de Mesa
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