Ecos de Conspiração

Foi realizada uma conspiração em 23/03/2012, 6ª feira, yeah! Depois de suar uma semana inteira, yeah! Será que temos um tostão? E o nosso emprego é bom? Bom? Bom?

Mais uma vez a conspiração foi primada por ausências, sendo certo que tal foi compensado pela imensa qualidade dos que estiveram presentes que, pelo menos, além do mais, tiveram a absoluta oportunidade de, uma forma justa, cortar na casaca de alguns dos que faltaram.

A pedra de toque da conspiração foi, precisamente, a dimensão da Távola não poder ser reduzida aos jogos que faz ou às competições em que participa.

Nessa dimensão exclusiva só poderia estar o Carlos, o nosso Condestável.

Os jogos e competições são algo de individualmente satisfatório e divertido, mas há que perceber que por trás disso tem de haver uma organização sólida, uma estrutura sustentável, e sobretudo, aberta e atractiva para quem quer que apareça do exterior, sob pena de, se nos fecharmos em nós mesmos, a Távola acabará por mirrar e inevitavelmente, morrer.

Há que perceber os papéis que a cada um cabe, e que tem de assumir, quer por exigência própria, quer por expectativa dos outros, e cada um tem de os desempenhar e os cumprir, não só para não dar o flanco às críticas dos outros mas também para dar o exemplo de cada um para emulação de outros, principalmente daqueles que estão em formação e a aprender lições para a sua própria vida adulta.

Dar-lhes como exemplo a não assunção e cumprimento de compromissos, é exactamente o inverso do que deve ser, bem como não é lição que se dê a pretensão de usufruir de benefícios sem que se assuma e cumpra as obrigações correspondentes.

É certo que todos nós temos menos propensão para exigir do que para ser exigidos; Todos gostamos mais de receber do que de dar; Mas há que perceber e, principalmente com o nosso exemplo, transmitir e demonstrar que estas atitudes são duas faces de uma mesma moeda, e esta moeda é o preço que temos de pagar para erguer bem alto e de forma orgulhosa a nossa própria face.

Como dirão os nossos jovens: Que moralista!

Passemos então à reunião e a todas as dimensões abordadas:

1º Dimensão Camarária

Fomos convidados para uma cerimónia (adoramos cerimónias!) relacionada com o protocolo para a época 2011/2012 (isso, a que está agora a acabar) na 2ª feira, 26/03/2012. Não sabemos se é para sua apresentação ou já para o assinar, mas se for para isto, como não o conhecemos, aguardamos a ocasião com a ansiedade da jovem e pura virgem que na noite de núpcias não conhece o noivo, e que sonhando-o muito poderoso, quiçá, ficará desiludida.

2.º Dimensão de participação dos Tavoleiros na vida da Távola

Jorge Amado é autor da obra “Ninguém escreve ao coronel” (se em posts houvesse notas de rodapé, aqui citar-se-ia Jean Baudrillard – simulacros e simulação).

Alguém um dia escreverá “Ninguém responde ao Grão Mestre”

Por isso fica dito: Não vale a pena dizerem ao Grão Mestre: “eu não sabia”; “eu não vi”, nem perguntar: “Quando foi isso”; “em que mail veio; “Era preciso responder?”; “Chamas-te-me?”.

A vossa atenção depende da participação e interesse de cada um.

Eu sou Vosso Grão Mestre, não sou vosso Pai. Pelo menos de alguns.

Por isso está no site, nos mails ou está no placard. Interessem-se, habituem-se a ler e a responder. Quem não o fizer, perde a carruagem, mas não se queixe por isso.

Cada um é responsável pela própria motivação e participação. Cada um é responsável para ser exigente consigo próprio, não espere que a exigência venha de fora.

É claro que lamentamos que quando cada um não consiga ter esta exigência pessoal, não é apenas o próprio que perde, mas toda a Távola, mas penso que não nos cabe ter esse papel de intromissão na auto-disponibilidade de cada um na definição dos seus objectivos no ténis de mesa e na sua própria vida.

3º Dimensão Social da Távola

A Távola é Ténis de mesa.

O Ténis de mesa pode ser muito mais do que o tempo que cada um de nós utiliza a jogar com a raquete na mão.

Há uma instituição de apoio a deficientes em Paredes, junto aos Bombeiros, que é o Emaús, que funciona no edifício da antiga cadeia. Lá existe uma mesa.

Pediram-nos para ajudar, dispondo do nosso tempo para os cativar, ensinar, desenvolver, entreter, entusiasmar (etc) para o ténis de mesa.

Conhecemos mais nobre objectivo do que dispor de nós próprios a favor destes outros de uma forma absolutamente generosa, gratuita e voluntária?

Voltaremos a este tema durante as férias da Páscoa.

4º Dimensão da fase de Qualificação Nacional

Por ser um momento simbólico e histórico faz sentido para nós que a fase da qualificação seja feita no Concelho de Paredes.

Já nos candidatamos mas ainda não há resposta da Federação.

5º Dimensão da participação em torneios

Quanto a Torneios individuais até ao de Lourosa já estamos inscritos (ou não) e já acabaram novas inscrições.

Restam as competições por equipas de cadetes e iniciados, o torneio ATMP e as competições de veteranos.

Quanto à equipa de cadetes, os critérios de selecção foram escolhidos e serão enviados aos 5 eventuais interessados. Quanto à equipa de iniciados, tem de se ver até 6 de Abril se estes se aplicam mais nos treinos para avaliar se há interesse em irmos.

Quanto a veteranos, nem se falou deles por falta de quorum.

6º Dimensão da equipa para a competição “Taça ATMP”

O calendário desta competição foi para nós uma desilusão: Na fase inicial apenas há 3 jornadas: 30 Março, 27 abril e 4 maio. Depois a fase final é em 26/27 maio, data da fase de qualificação nacional.

Para a 1ª jornada, foi combinado que entre os Tavoleiros presentes que se mostraram interessados em participar (foram 4) será feita uma competição na 4ª feira à noite para disputar os 3 lugares disponíveis.

Para as outras jornadas logo se verá.

7º Dimensão dos treinos até ao fim da época

Sem prejuízo do treino específico da equipa A com vista ao apuramento na fase de qualificação nacional.

Os treinos “seniores” continuam na 4ª feira à noite.

Os treinos jovens nas férias da Páscoa serão alargados, e não estão totalmente pré-determinados em função de haver muito tempo livre dos nossos jovens que se tiverem vontade, ficam a depender do seu espírito de iniciativa e autonomia da vontade.

Para já ficou marcado começarem, pelo menos, às 18 horas, os de 2ª feira, 26, 4ª feira, 28, 5ª feira, 29 e sábado de manhã, 31.

Para a semana seguinte vai-se marcando.

8º Dimensão dos fatos de treino

A hipótese de patrocínio para fazer uma larga quantidade parece esfumar-se.

Por isso vamos ver se o preço conseguido (21,00 € por unidade) se manterá e depois, cada interessado que queira um suportará o gasto individualmente.

 

Encerramos a conspiração voltando ao moralismo, tendo olhado para uma bola de cristal a ver o futuro.

E o que se perspectiva é a necessidade de haver maior participação, responsabilização e exigência.

Cabe aos Tavoleiros mais velhos dar o exemplo e cumprir com o que prometem (se o prometem) no início da época: participar na vida da Távola, principalmente assumindo os treinos a que se vinculam.

Isto tem duas vertentes importantes:

1º Não defraudam expectativas e dão o necessário aspecto de competência ao exterior para atrair e fixar pessoas.

2º Não dão exemplo de desleixo aos mais jovens, já de si propensos a não ter grande fixação na motivação quanto a objectivos fixos e disciplinados.

Todos nós temos a nossa vida pessoal, familiar e profissional e nenhum de nós abdicará dela em prol da Távola.

O que não é justo é que, havendo expectativas e distribuição iniciais de tempos e tarefas, quando uns falham, sem justificação especial, para que tudo continue a funcionar, fica tudo a sobrar para os outros, quase sempre os mesmos.

A lógica de um clube com a necessária estrutura pessoal sustentadora e basilar não é o nosso, por isso não podem uns funcionar com base nesse modelo e os outros funcionar com um perpétuo espírito de tapa fogos.

É que, depois, os benefícios são distribuídos igualmente, sem que as tarefas mais onerosas, desgastantes e sacrificantes o sejam.

Se não houver uma voluntária participação no cumprimento das tarefas mais aborrecidas, mas absolutamente necessárias à sobrevivência do clube, quem as cumpre de uma forma natural, tem de cobrar o preço a isso associado, sem que haja legitimidade para os outros reagirem de forma desconfortável e desagradável, perfeitamente evitável, se de uma forma natural e espontânea cada um desse à Távola o mínimo do que de si se espera.

E ninguém precisa de ficar preocupado: Se cada um desse de si o pouco que de si se espera (e porque pouco é suficiente) ninguém seria obrigado a dar aquilo que ultrapassa a sua capacidade de resposta, como agora acontece, sacrificando-se a um ponto que não seria necessário se os outros tivessem feito o pouco que lhes cabia e que para estes nem sequer, na verdade, seria um real sacrifício.

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Sobre Távola

Clube de Ténis de Mesa
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