Ah, pois é!!!

A TáBola (cá entre nós não há equipas Ás, Bês ou Zês) entrou a matar no campeonato da 2ª divisão distrital do Porto.
Na última 6ª feira fomos ao Órfeão de Valadares e desta vez e pela primeira vez quem deu música fomos nós, numa exibição em crescendo.

No 1º jogo, o Nuno Pacheco começou a perder por 2-0 e depois deu a volta ao Francisco Filipe, vencendo brilhantemente por 3-2 com 15-13 na negra.
É claro que muito graças aos Timout’s do Grão Mestre com 3 tiros certeiros no momento apropriado (um em cada um dos 3 sets vencidos). Infalíveis e letais, como sempre.

O Vasco Júnior entrou a seguir e ele próprio se surpreendeu com o brilhantismo do seu ténis de mesa. A ponto de estar tão deslumbrado que acabou por perder um set e apenas venceu por 3-1. Tendo sido bom, evidenciou que pode ser ainda melhor. E ele bem o sabe.

A seguir entrou o Grão Mestre em acção e não há palavras para descrever o seu etéreo e Olímpico desempenho quase sobre-natural.
Detentor de todos os segredos da arte do ténis de mesa e seus mais recônditos e profundos estratagemas e recursos, aplicou bem a lição de que o respeitinho se impõe logo no início.
E o jogo ficou definido nos primeiros 6 pontos: 6-0 . Depois foi apenas gerir o resultado como só ele sabe. Sem nunca desprezar o adversário, evidentemente, que tinha valor diga-se de passagem.

De salientar no 1º set, que o Grão Mestre manteve a sua imagem de marca de acabá-lo com um piço. Quem sabe, sabe.
Depois, no 2º set até deu uma vantagem de 6-2 para depois ainda mais desmoralizar o adversário com a recuperação final demolidora de toda e qualquer resistência psicológica.
E no 3º set ressurgiu a figura mítica e quase mitológica do “Vasco D’Ataque”: Top spins brilhantes, mudanças de velocidade e de ângulo de jogo, verticalidade, horizontalidade, hipotenusalidade, catetolisidade de jogo, Incrível!

Resultado: Venceu o 3º set, o jogo e, depois, fingiu que já não tinha bofes para jogar o par. Pura ilusão evidentemente, porque a aparência de cansaço era só para deixar os miúdos jogar depois de lhes ter dado o exemplo de como se faz.

No jogo de pares e para não facilitar, o Grão Mestre, insatisfeito e querendo sempre mais, promoveu a chicotada psicológica necessária e arredou justificadissimamente o Hélder Nunes do comando da equipa uma vez que estava insatisfeito com o resultado: A nossa fome e sede de vencer impõe que após 3 jogos, não seja suficiente estar a vencer por 3-0. Queremos sempre MAIS! O que quer que o MAIS seja!

Por isso o Grão Mestre, assumindo pessoalmente as rédeas, escrutinou até ao mais profundo da alma e da psiché de entre todos os dois jogadores disponíveis, e, neste amplo leque de escolha, de entre todos eles soube escolher conscienciosamente aqueles dois que achou estarem melhor preparados e em condições óptimas de optimizar o resultado.

E, logicamente, e outra coisa não seria de esperar, o Grão Mestre acertou em cheio, ficando para ele integralmente os louros da previsível vitória uma vez que quem em concreto jogou foi como marionetas alvo de manipulação estratégica e tática do Grão Mestre, até porque lhes acrescentou uma lição de pedagogia desportiva e de liderança, fazendo-lhes um discurso motivador pela positiva com um único argumento indefectível, convincente e assertivo: Ou ganhavam ou nunca mais jogavam pela TáBola.

Os rapazes (o Vasco Filipe e o Nuno Pacheco) lá foram para a mesa, com as pernas a tremer de frio e não da pressão que o Grão Mestre lhes incutiu, e conscientes de que não podiam falhar a sua missão não deixaram os créditos, nem débitos por raquetes alheias.

Os parciais foram esclarecedores: 11-4, 11-1 e 11-3, ou coisa parecida.
Enfim, como diria o famoso Tavoleiro, Artur de Lapalisse: “É mais vitorioso ganhar do que perder, ou Lisboa não vai ter um terramoto” (in Revista Caras, Lisboa, 31/10/1755), o que ainda hoje é verdade.

Como conseguimos garantir que a TávolA hoje também não vai, de certeza, perder, é mais um fim de semana glorioso para a Távola.

Próximos Compromissos:
1 Novembro:
Campeonatos distritais individuais de Júniores e cadetes
Local: A ATMP ainda mantém o local secreto, para não haver atentados terroristas ou terramotos e o Artur de Lapalisse não está disponível para nos dizer o local

2 Novembro:
Bola vs. Núcleo Valongo C
2ª jornada campeonato distrital 2ª divisão Porto
Local: talvez no Centro Escolar de Paredes(ou no nosso covil)

3 Novembro:
Barroselas vs. TávolA
3ª jornada campeonato 2ª divisão nacional

Post redigido com escrupuloso respeito pelas regras do Código da mais sabuja sabujice a quem manda (o Grão Mestre tavoleiro, que Deus guarde por muitos e Bons 12 anos)

Conforme prometido no post anterior: Pro memoriam futura, eis o registo da 1ª vitória da Távola na época 2012/2013, que eternamente ficará como a primeira, porque antes outras não há fotográficamente registadas:

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Sobre Távola

Clube de Ténis de Mesa
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