Que fosse sempre assim

Eu sei que repararam que o site esteve em blackout nos últimos tempos. Já vos fazia falta, não é verdade?

Não foi bem blackout; Uns dirão que foi azia. Oficialmente foi um período de reflexão.
E reflectimos, profundamente. Para a História da Távola ficará conhecido como o Tempo da Crise das 8 páginas.

O único sinal de Estranheza é porque não se tratou da Crise das 12 páginas! Realmente, não faz muito sentido.
É que, antes da crise, havia bonança, demasiada bonança.

Quer a TáBola perder com o Valongo C, quer a TávolA com o Barroselas foi algo que nos fez encarar uma realidade para a qual, por inépcia nossa, não estávamos preparados.
Para evitar males maiores e com o mote de “Aceitar a Derrota sem resignação” e sempre sob a batuta de nosso mentor Artur da Távola, com sinceridade e honestidade do Grão Mestre saiu muita palha e alguma verdade que todos aceitaram e encaixaram nas 8 páginas de repetitiva prosa em que o Grão Mestre embalou a sua iluminada sapiência e sabedoria.
E resultou.

Os Tavoleiros responderam ao desafio do Grão mestre. Nem que fosse para não mais estarem sujeitos a tão dura prova de paciência e resistência, e não terem de aturar a faceta moralista do Grão Mestre, em que ainda é mais chato do que é costume.

Por isso, primeiro que tudo, os treinos foram encarados com mais seriedade, e esperamos que se tenha inaugurado um novo ciclo.

Depois, os jogos foram encarados de forma diferente. Com Mentalidade.

Na 6ª feira, dia 9 de novembro, em estreia Universal, 3 Ribeiros na mesma equipa jogaram contra o Novelense B. E, como já é tradição o Novelense patrocinar as estreias da Távola (O 1º jogo no nosso covil foi com o Novelense; O 1º Jogo oficial da Távola foi com o Novelense; o 1º jogo da Távola só com Ribeiros foi agora com o Novelense), ainda com a curiosidade, que já é padrão, de o resultado ter sido sempre o mesmo: 4 a 2 a favor da Távola).
A grande figura do jogo, mais uma vez, foi o Grão Mestre, que marcou a sua performance com um desempenho muito próximo do miserável, só para permitir salientar o brilhantismo da exibição do Gonçalo Ervim e do Vasco Jr, que assim ainda ficou mais reforçado.
Ponto positivo da performance do Grão Mestre mais uma daquelas quedas rotundas que o distinguem e que fazem perigar a estrutura do edifício, que, prova de que está bem construído, mais uma vez aguentou.
O Gonçalo Ervim venceu os seus 2 jogos com superioridade e o Vasco Jr. perdeu um jogo por 3-2 por uma unha negra e venceu o outro com clara superioridade. E o par dos Vascos Ribeiros foi uno e invicto.
Enfim, uma noite feliz.

Mas como disse Artur da Távola, numa frase que o Obama plagiou, “O melhor ainda estava para vir”
No dia seguinte, sábado, 10 de novembro, recebemos o Chaves para a 4ª jornada do campeonato da 2ª divisão nacional, após 2 derrotas mal digeridas e 1 descanso.
A equipa do Chaves é jovem, mas tem muito valor.

O Pavilhão do Centro Escolar de Paredes é que não estava preparado para nos receber pois se encontrava num estado extremo de sujidade, uma vez que o piso estava cheio de areia, cotão, cascas de castanhas, etc.
É incrível como houve alguém que teve coragem de o deixar assim para os utilizadores seguintes.
Varremos o espaço todo, e pusemos as condições que cada um gosta de ter em sua casa para receber visitas e os próximos não terão razões para fazer as mesmas críticas que nós.

É urgente tomar posição e tomar medidas para que quem de direito saiba distinguir o Trigo do joio.

Quanto ao jogo:
O Carlos Fagundes venceu o Francisco moura por 3-1 (11-4; 10-12; 11-7 e 11-3)
O Vítor Silva venceu o João Imaginário por 3-0 (11-7; 15-13; 11-9)
O Luís Ferraz venceu o Luís Freitas por 3-0 (11-7; 11-8; 11-5)
Depois, no par, estreamos o jovem Nuno Pacheco nos escalões nacionais e, notando-se aqui e ali o peso dessa estreia, no cômputo geral considera-se que foi óptimo ter-se feito esta experiência apesar de termos perdido por 3-2, pois fica a certeza de que estamos já a preparar o futuro, com calma e prudência, como tem de ser.

O Carlos fechou o encontro com um 3-1 contra o João Imaginário depois de uma entrada algo desconcentrada, num jogo que se tornou de sentido único após uma prescindível intervenção do árbitro que, para desilusão do almoxarife do clube, desta vez apareceu.
Enfim uma vitória merecida, de que precisávamos, mas que não serve para baixar a guarda em relação aos próximos desafios.

Neste ano de 2012 ainda haverá mais duas jornadas, uma contra o Neves no próximo fim de semana e depois contra o Alvito, cá em Paredes, no próximo dia 1 de Dezembro.
Não vai ser fácil, mas também nunca ninguém disse que o seria.

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Sobre Távola

Clube de Ténis de Mesa
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5 respostas a Que fosse sempre assim

  1. Manuel Silva diz:

    Bom dia amigos Tavolenses! Para começar a conversa, muitos parabens pela vitória sobre o Alvito que é uma equipa, normalmente, muito difícil (não tivessemos nós perdido com eles). Eles jogaram com a equipa habitual, o Távola reforçou-se ou, de facto, os Tavolenses fizeram uma exibição memorável? Não levem a mal a curiosidade nem pensem que os subestimem, bem pelo contrário, mas o resultado é muito bom mesmo.
    Abraço a todos e continuem assim.
    Manuel

    • Grão Mestre diz:

      Manuel
      O Carlos fez um jogo do outro Mundo, verdadeiramente empolgante. Uma delícia
      O Vítor Silva fez um jogo com muita cabecinha contra um jogador algo irritável.
      E o par correu-nos bem.
      Mas não foi sorte, trabalhamos para isso

      • manuel Silva diz:

        Olá Vasco. Nunca me passou pela cabeça que fosse sorte. A questão é que o Alvito tem uma equipa experiente e muito homogénea onde o João Costa se destaca. Claro que o Carlos em forma pode ganhar a qualquer um. De qualquer modo renovo os meus parabens. Grande abraço a todos.

      • Grão Mestre diz:

        A sorte é um dos elementos do jogo e que ela esteja sempre connosco, mas claro que não existe sorte se não houver mérito e trabalho.
        E por falar de Méritos e de Trabalho, e obviamente também de sorte, porque isso não deslustra ninguém, porque se tem de a merecer, o Vitória dá jus ao nome.
        Não é uma equipa qualquer que ganha ao Outeirense! Parabéns

  2. Manuel Silva diz:

    Foi um jogo muito difícil, como não podia deixar de ser. Eu, o França e o Romão (estava no banco contra vocês) ganhámos um singular cada e fizemos (o Jorge e Eu) um par fantástico. Correu bem. Mas foi muito difícil mesmo. Obrigado de qualquer forma e boa sorte.

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